ETFs: Saiba o que são os fundos de índices negociados na Bolsa

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Os ETFs ou Exchange Traded Funds (ETFs) são fundos negociados em bolsa de valores.

Na prática, para o investidor pessoa física, diferente de negociar ações de forma isolada, o ETF reúne dezenas e até centenas de ativos num mesmo produto.

Por exemplo, ETFs de ações, em geral, seguem uma carteira de ações um índice de referência do mercado.

Ao mesmo tempo, há outros produtos na B3 que seguem carteiras específicas desenvolvidas por gestores de fundos e por instituições financeiras locais e internacionais.

No Brasil, a B3 lista dezenas desses produtos: de renda variável (ações), renda fixa (títulos públicos e privados) e de ativos globais (ações estrangeiras e criptoativos), um segmento com mais de R$ 30 bilhões em patrimônio investido, conforme dados da bolsa brasileira.

Pela legislação em vigor, como índice de referência para ETFs se admite qualquer índice de ações ou de mercado reconhecido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A CVM é a autarquia do governo que fiscaliza as operações de investimento na Bolsa de valores e nas plataformas de bancos e corretoras.

Mas afinal, o que são ETFs de ações e quais são os que estão atraindo o interesse de investidores pessoas físicas do varejo. Confira na sequência no texto !

O que você vai aprender nesse artigo:

  • O que são ETFs de ações
  • Quais as vantagens dos ETFs de ações
  • Quais são os ETFs mais procurados na Bolsa
  • Como é a tributação em ETFs de ações

O que são ETFs de ações?

Segundo informações da B3, as cotas do ETF são negociadas de forma semelhante às ações.

Ao adquirir tais cotas, o investidor, indiretamente, passa a deter todas as ações da carteira teórica do índice, sem ter que comprá-las separadamente no mercado.

Dessa forma, o ETF proporciona mais rapidez e eficiência no momento de diversificar os investimentos.

A B3 também explica que os índices de ações permitem ao investidor avaliar como um grupo específico de ações se comportou em relação a um outro grupo ou à sua própria carteira de ações.

Isso porque os índices de ações são calculados a partir de uma carteira teórica de ações, criada apenas para medir o desempenho desses ativos.

Quais são as vantagens dos ETFs de ações

Saiba agora um pouco mais sobre as vantagens dos ETFs de ações:

Quando comparado com fundos de ações tradicionais, os ETFs costumam ter uma taxa de administração menor.

O investidor somente será cobrado pelos dias em que ficar com as cotas em sua carteira, como ocorre nos fundos de ações tradicionais.

Com apenas uma transação, os ETFs proporcionam o investimento em uma carteira diversificada de ações.

Em outras palavras, os ETFs permitem a exposição do investidor em todas as ações que integrem a carteira do seu índice de referência, reduzindo, assim, o risco de concentração.

É possível comprar e vender cotas do ETF no mercado como se fosse uma ação.

Possibilita que o investidor acompanhe as alterações na composição ou proporção da carteira teórica de ações do índice de referência sem ter que comprar ou vender todos os ativos que estiverem na referida carteira.

A qualquer momento é possível saber a composição do ETF.

Além disso, todas as informações sobre as negociações com as cotas dos ETFs no mercado da B3 são divulgadas.

A disponibilidade de informações permite a comparação imediata entre o valor de um ETF e seu respectivo índice de referência.

Quais são os principais ETFs na Bolsa

Confira abaixo informações sobre os gestores, os índices seguidos, e as taxas de administração de cada ETF.

De acordo com dados do último boletim mensal de ETFs da B3, entre os ETFs mais negociados estão:

ETF BOVA11

O BOVA11 segue o Ibovespa e é o principal ETF da bolsa brasileira, aquele com maior número de negócios e com um patrimônio superior a R$ 14,6 bilhões, segundo dados da Blackrock Brasil, a gestora que faz a gestão do fundo iShares Ibovespa Fundo de Índice.

A taxa de administração é de 0,10% ao ano.

ETF BOVV11

O BOVV também segue o Ibovespa, sendo o segundo ETF mais negociado da bolsa brasileira. O produto possui patrimônio próximo de R$ 8 bilhões, segundo dados da B3.

A carteira do It Now Ibovespa Fundo de Índice é gerida pelo Itaú Unibanco.

A taxa de administração é de 0,10% ao ano.

ETF IVVB11

O IVVB segue o índice de ações S&P 500 da bolsa de valores de Nova York (Nyse), que reúne 500 companhias internacionais, muitas delas com negócios em todo o mundo.

O iShares S&P 500 Fundo de Investimento em Cotas Fundo de Índice possui R$ 5,3 bilhões em patrimônio e é gerido pela Blackrock.

A taxa de administração é de 0,23% ao ano.

ETF SMAL11

O SMALL11 segue o índice de ações Small Caps da B3, que reúne uma carteira com 130 ativos de empresas com controladores mais definidos, pois essas companhias, quando fizeram suas ofertas iniciais de ações (IPO) só abriram uma parte do capital.

Em outras palavras, são empresas identificadas como de menor capitalização ou de baixa capitalização (small cap). O iShares BM&FBovespa Small Cap Fundo de Índice possui R$ 1,5 bilhão em patrimônio, segundo dados de sua gestora, a BlackRock Brasil.

A taxa de administração é de 0,50% ao ano.

ETF HASH11

O HASH11 segue o índice de criptomoedas Nasdaq Cripto, da Nasdaq, a bolsa de valores dedicada aos setores de tecnologia e inovação nos Estados Unidos.

O Hashdex Nasdaq Cripto Fundo de Índice possui R$ 2,28 bilhões em patrimônio e é gerido pela gestora Hashdex.

A taxa de administração é de 1,3% ao ano, sendo 0,3% do custo no Brasil e 1% ao ano pela estrutura.

O HASH foi o primeiro ETF de criptomoedas lançado no Brasil, e após sua estreia neste ano de 2021, a gestora lançou recentemente mais dois produtos, o BITH11 (de Bitcoin) e o ETHE11 (de Etherum), ainda com volumes pequenos de negociação na B3.

ETF GOLD11

O GOLD é o ETF que acompanha as cotações do ouro no mercado norte-americano.

Lançado pela XP Asset, o Trend ETF LBMA Ouro Fundo de Índice de Investimento no Exterior é administrado e custodiado pelo BNP Paribas Brasil e aplica em cotas no exterior do fundo iShares Gold Trust, da gestora norte-americana Blackrock.

Em outras palavras, é um produto que investe em ouro no mercado internacional, com a variação da cotação do metal também influenciada pela volatilidade do dólar.

A taxa de administração é de 0,30% ao ano.

Quais são as novidades em ETFs de ações

ETF TECB11

O TECB 11 permite que qualquer investidor tenha exposição às principais empresas de tecnologia do Brasil.

O ETF segue o índice de Ações Tech Brasil, composto pelas principais empresas do setor de software, hardware, dados, e-commerce e fintechs, cujo principal mercado seja o Brasil.

O ETF TECB11 está sob gestão da Magnetis.

A taxa de administração é de 0,60% ao ano.

De acordo com Daniel Jannuzzi, especialista em investimentos e sócio da Magnetis, ainda há muito a crescer em terras canarinhas quando o assunto é ETF.

“O mercado brasileiro de ETFs está em ascensão, mas ainda engatinhando e com muito espaço para crescer, se comparado com o mercado global de negociação destes ativos”, afirma Jannuzzi, ao Blog do Grana.

Qual é a alíquota do Imposto de Renda em ETFs de ações

Conheça abaixo quais são as alíquotas de Imposto de Renda (IR) em ETFs de ações:

Diferente dos ETFs de renda fixa que possuem tributação do imposto de renda na fonte (recolhido pelas corretoras e plataformas à Receita Federal), o recolhimento do imposto de renda nos ETFs de renda variável (ações locais, ações internacionais, criptomoedas e commodities/ouro) é semelhante ao de ações.

O ETF de ações não possui o benefício de isenção fiscal para vendas de R$ 20 mil por mês.

Esse benefício fiscal é válido apenas para quem investe diretamente em ações de empresas brasileiras listadas na B3.

As cotas dos ETFs de renda variável negociadas na B3 são tributadas em 15% sobre o ganho de capital em operações normais.

Por exemplo, em daytrade, a alíquota é de 20%, apurado pela diferença positiva entre os valores de venda e de aquisição da cota.

Ou seja, se o investidor compra num preço menor e vende depois num preço maior, registra lucro pelo ganho de capital.

Essa tributação é exatamente como funciona para investimento em ações.

Se o aplicador vende o ETF de renda variável e registra o lucro, o recolhimento do IR deve ser feito pelo próprio investidor via DARF até o último dia útil do mês seguinte.

Facilidade do aplicativo Grana

O investidor pessoa física que possui o aplicativo Grana não precisa se preocupar em anotar o preço de compra ou de venda de um ETF de renda variável para calcular o IR sobre ganho de capital.

O aplicativo Grana faz isso de forma automática e gera o DARF para pagamento, facilitando a vida do aplicador, que estará em dia com a Receita Federal. Se você ainda não possui o Grana, é só baixar o aplicativo e seguir todos os passos para não ter o risco de cair na malha fina do Leão do imposto de renda.

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