ETFs de criptos: Conheça a forma mais fácil de investir em bitcoin e ethereum via Bolsa

Share on twitter
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on linkedin

Desde abril de 2021, a Bolsa brasileira (B3) conta com um novo tipo de aplicação financeira, é o Exchange Traded Fund (ETF) de criptomoedas.

O segmento cresceu rapidamente nesse pouco tempo de estreia no mercado ultrapassando a marca de R$ 2 bilhões investidos e mesmo com a volatilidade dos preços dos criptoativos no período já conquistou 138.478 investidores até o final de agosto, de acordo com dados do último boletim mensal da B3.

Vale alertar que o investimento em criptomoedas é considerado de altíssimo risco por causa da volatilidade, portanto, só voltado para aplicadores com perfil de risco mais arrojado e agressivo, que toleram o sobe e desce dos preços.

Mas afinal, o que são ETFs de criptomoedas? Vamos responder essa questão e quais estão disponíveis na Bolsa na sequência do texto !

O que você vai aprender nesse artigo:

  • O que são criptomoedas
  • Quais as diferenças entre criptomoedas e moedas comuns
  • Quais são as funcionalidades de criptomoedas e criptoativos
  • O que são ETFs de criptomoedas
  • Quais são as vantagens dos ETFs de criptos na Bolsa
  • Quais são os ETFs de criptomoedas listados na Bolsa
  • Como é a tributação em ETFs de criptomoedas

O que são criptomoedas

Moeda é dinheiro! Certo! Logo, para explicarmos o que são criptomoedas – também chamadas de criptoativos – vamos relacionar que elas são uma espécie de dinheiro, mas com a diferença de serem totalmente digitais e “criptografadas”.

A expressão “criptografada” é originada da “criptografia”, uma técnica de cifrar a escrita e torná-la ininteligível para que não se tenham conhecimento de seu código. Então, de uma maneira mais simples, a criptomoeda é uma moeda digital que está protegida por um código, que, pelo menos por enquanto, graças à sua tecnologia, não pode ser decifrado.

Quais as diferenças entre criptomoedas e moedas comuns

Um diferença importante das principais criptomoedas é que elas não são emitidas por governos, ou seja, não são moedas convencionais (comuns) como o dólar, o euro ou o real.

As criptomoedas do mercado são adotadas por convenção e confiança entre os seus usuários, sem a figura de uma autoridade monetária do governo, um banco central. E aí está a vantagem primordial (primeira) das criptomoedas, elas podem ser transferidas de uma pessoa para outra, com a segurança da criptografia, em qualquer lugar do mundo que tenha internet, sem a necessidade de um banco ou de uma instituição financeira para intermediar essa operação.

Quais as funcionalidades das criptomoedas ou criptoativos

De uma forma geral, criptomoedas devem servir para fazer pagamentos e transferências de recursos.

Mas claro, embora essa operação de transferência em criptomoedas pareça um “passe de mágica”, não dá para fazer essa transferência sem utilizar uma plataforma de pagamentos ou uma exchange (corretora) que leva o dinheiro virtual do ponto A (de uma pessoa) para o ponto B (para outra pessoa) com segurança. Em outras palavras, também há um intermediário no meio dessas operações.

Além da funcionalidades para pagamentos e transferências de recursos, outra utilidade encontrada para as criptomoedas é a de investimento. Em outras palavras, muitas pessoas passaram a poupar ou a investir em criptomoedas para ganhar com a valorização desses ativos, daí a expressão “criptoativos”. São as exchanges (corretoras) que fazem a intermediação e a negociação dos criptoativos, conectando compradores e vendedores para realizarem transações de investimento.

O que são ETFs de criptomoedas

Agora que você já sabe o que são criptomoedas e quais as suas funcionalidades, fica mais fácil o aprendizado sobre ETFs de criptomoedas.

Os Exchange Traded Funds (ETFs) são fundos de índices negociados em ambiente de bolsa de valores, ou seja, o investidor pode negociar as cotas de um fundo que segue um determinado índice de mercado ou de referência com outros investidores. No Brasil, a Bolsa brasileira (B3) é a instituição que conecta compradores e vendedores via corretoras de valores para realizarem as transações com ETFs.

Após esse conceito de ETFs, vale completar que os ETFs de criptomoedas, são portanto, fundos negociados em bolsa de valores que seguem índices de criptoativos. Ao todo são quatro ETFs de criptomoedas disponíveis na B3.

Quais as vantagens dos ETFs de criptos na Bolsa

Um dos principais benefícios de se operar com ETFs de criptos na B3 é a questão da segurança do investidor. As operações realizadas no ambiente da Bolsa brasileira são regulamentadas pelo Banco Central (BC) e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a autarquia que fiscaliza as práticas do mercado por bancos, custodiantes, gestoras, corretoras e plataformas de investimentos. A CVM também possui convênios com órgãos governamentais em outros países, como a SEC norte-americana, a CVM dos Estados Unidos.

Outra vantagem de se operar com ETFs de criptomoedas na B3 é o potencial de liquidez (capacidade de comprar e vender rapidamente) desse tipo de aplicação. A B3 conecta milhões de investidores em seu ambiente de negociação, o que facilita a realização de transações entre compradores e vendedores.

Um outro ponto, não menos importante, é a informação em tempo real dos valores das cotas dos ETFs na tela dos terminais e dos aplicativos das plataformas de investimentos. A B3 ainda disponibiliza toda a documentação regulatória e exigida das instituições financeiras (bancos custodiantes e gestoras) responsáveis pelas operações.

Quais são os ETFs de criptomoedas listados na Bolsa

HASH11 – Hashdex Nasdaq Crypto Index. O HASH11 é um fundo de índice listado na B3 que replica o Nasdaq Crypto Index (NCI), índice que busca refletir globalmente o movimento do mercado de criptoativos, oferecendo exposição diversificada, com custódia segura, liquidez. Pioneiro no mercado brasileiro, o ETF HASH já alcançou 126.071 investidores e um patrimônio de R$ 2,092 bilhões até o final de agosto de 2021.

BITH11 – Hashdex Nasdaq Bitcoin Reference Rate Fundo de Índice. O BITH11 acompanha o índice Nasdaq Bitcoin Reference Rate, que traz em tempo real, o preço de referência do Bitcoin, o principal criptoativo do mundo.  O fundo está sob gestão da Hashdex e aberto para o público investidor geral. Lançado recentemente, o BITH já registrava 4.145 investidores ao final de agosto de 2021.

ETHE11 – Hashdex Nasdaq Ethereum Reference Price Fundo de Índice. O ETHE11 replica o índice Nasdaq Ether Reference Price, que traz em tempo real o preço de referência da criptomoeda Ether, a segunda maior do mercado. O fundo é gerido pela Hashdex Gestora de Recursos e é destinado para o público investidor geral. Lançado há pouco tempo, o ETHE registrou 2.498 investidores no final do último mês de agosto.

QETH11 – QR CME CF Ether Reference Rate Fundo de Índice Investimento no Exterior. O QR Ether ou QETH11 é administrado pela Vórtx e direcionado a investidores em geral. Segundo as informações da B3, o fundo tem por objetivo refletir as variações e rentabilidade do índice CME CF Ether-Dollar Reference Rate, calculado pela CF Benchmarks, por meio do investimento em Ether, a segunda maior criptomoeda do mercado. Recentemente lançado no mercado local, o QETH já exibia 5.764 investidores em 31 de agosto de 2021.

Como é a tributação dos ETFs de criptomoedas

O recolhimento do imposto de renda nos ETFs de renda variável (ações locais, ações internacionais, criptomoedas e commodities-ouro) é semelhante ao de ações, mas sem o limite de isenção fiscal de R$ 20 mil por mês, válido somente para quem investe diretamente em ações de empresas brasileiras listadas na B3.

As cotas dos ETFs de criptomoedas negociadas na B3 são tributadas em 15% sobre o ganho de capital em operações normais (em daytrade, a tributação é de 20%), apurado pela diferença positiva entre os valores de venda e de aquisição da cota.

Ou seja, se o investidor compra num preço menor e vende depois num preço maior, registra lucro pelo ganho de capital. Essa tributação é exatamente como funciona para investimento em ações. Se o aplicador vende o ETF de criptoativos e registra o lucro, o recolhimento do IR deve ser feito pelo próprio investidor via DARF até o último dia útil do mês seguinte.

Facilidade do aplicativo Grana

O investidor pessoa física que possui o aplicativo Grana não precisa se preocupar em anotar o preço de compra ou de venda de um ETF de criptomoedas para calcular o IR sobre ganho de capital. O aplicativo Grana faz isso de forma automática e gera o DARF para pagamento, facilitando a vida do aplicador, que estará em dia com a Receita Federal. Se você ainda não possui o Grana, é só baixar o aplicativo e seguir todos os passos para não ter o risco de cair na malha fina do Leão do Imposto de Renda.

Gostou? Compartilhe nas Redes Sociais:
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

Fique por dentro!

Receba notícias como esta no seu e-mail.

Receba em primeira mão nossas novidades

Assine nossa Newsletter

Baixe já nosso App