Lucro do BB aumenta 4,5% e alcança R$ 8,8 bilhões no terceiro trimestre de 2023

Lucro do BB aumenta 4,5% e alcança R$ 8,8 bilhões

Lucro do BB alcançou R$ 8,8 bilhões no 3º trimestre de 2023, valor 4,5% superior ao mesmo período do ano passado, conforme divulgado na coletiva de imprensa na manhã de 9 de novembro de 2023.

A inadimplência geral do Banco do Brasil subiu para 2,81% em setembro de 2023, ante 2,73% em junho de 2023 e 2,34% em setembro de 2022. Mas manteve abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional que ficou em 3,50% em setembro de 2023, ante 3,60% em junho de 2023 e 2,80% em setembro de 2022.

A inadimplência acima de 90 dias das pessoas físicas no BB caiu para 5,02% em setembro, na comparação com os 5,27% de junho de 2023 e o índice de 5,25% em setembro de 2022.

A inadimplência de pessoas jurídicas (PJ) subiu de 2,58% em junho para 3,04% em setembro, impactada por um caso específico de uma grande empresa.

Já a inadimplência no setor do agronegócio subiu de 0,58% em junho para 0,71% em setembro de 2023, ante 0,47% em setembro de 2022.

Coletiva BB do 3º trimestre de 2023. Foto: Laila Goulart / BB.

O CFO do Banco do Brasil, Marco Geovanne Tobias, aponta crescimento da carteira de crédito para 2024 na ordem de dois dígitos (acima de 10%), mas o BB ainda não irá as expectativas oficiais (guidance) do próximo ano.

“O cartão de crédito é um mecanismo de relacionamento de longo prazo do banco com o cliente. Temos uma estratégia de manter esse contato mais próximo com nossos clientes”, disse Tobias.

Sobre o segmento de crédito consignado, onde o banco possui um market share de 20%, o executivo disse que BB vai investir mais em tecnologia para a instituição se proteger da portabilidade para outros players. “A competição é a melhor forma de atuar nesse mercado”, afirmou. Ele completou que o BB vai buscar atuar com linhas mais rentáveis e maior volume de crédito.

Questionado pelo Grana Capital, sobre a polêmica da redução de prazo na modalidade do parcelado sem juros, o VP do BB disse que o regulador (o Banco Central) deve levar em conta os clientes e a atividade econômica no País. “No nosso caso, o BB sempre privilegiou o parcelado sem juros. Em geral, nessas operações do banco, 50% é pago a vista, e a outra parte em parcelas de até 6 meses. Faço um apelo ao regulador para levar em conta o cliente na sua decisão”, respondeu Tobias.

Marco Geovanne Tobias, CFO do BB. Foto: Banco do Brasil / Divulgação

BB já renegociou R$ 18 bilhões no Desenrola

Banco vai usar circuito de Carreta e outras ações como forma de disseminar o programa no interior do país

O conglomerado Banco do Brasil aproveitou a força do Programa Desenrola e ultrapassou o marco de R$ 18 bilhões em dívidas repactuadas em suas diversas carteiras. O programa completa quatro meses no próximo dia 17 e, neste período, cerca de R$ 17 bilhões foram negociados pelo BB e R$ 1,1 bilhão pela Ativos S.A, empresa do conglomerado BB.

“O Banco do Brasil tem atuado levando informações sobre o programa para a sociedade. Temos divulgado em mídia e em nossos canais oficiais. Além disso, intensificaremos um esforço de atuação pelo interior do país, com assessoria dos nossos funcionários nas agências e até mesmo usando carros de som em pequenas cidades”, diz a vice-presidenta de negócios de varejo do BB, Carla Nesi. “Um dos destaques será a Carreta, que vai percorrer um circuito nas diversas regiões brasileiras levando informações negociais, inclusive sobre o Desenrola. Ações como essa fazem parte das nossas estratégias para disseminar o programa de renegociação de dívidas e auxiliar mais brasileiros a limparem seu nome e retornarem ao mercado de crédito de forma consciente”, ressalta Carla.

Dentre as ações já realizadas, temos campanhas publicitárias e comunicação dirigida com clientes, por exemplo. E dentre as novas estratégias previstas estão: mobilização em dias especiais, para atingir maior concentração de pessoas; ações promocionais com foco em contemplar clientes que renegociarem suas dívidas; ações de orientação e educação financeira e ambientação de agências com foco no atendimento ao público do Desenrola.

Desde o dia 17 de julho, cerca de um milhão já renegociaram suas dívidas no BB e mais de 794 mil clientes na Ativos S.A., com condições especiais, não só por meio do Desenrola – iniciativa do governo federal para normalizar a situação de crédito dos brasileiros, com apoio da Febraban, do BB e de outras instituições financeiras e entidades de proteção ao crédito. -, mas também por condições especiais para outros públicos (pessoas físicas em geral e também micro e pequenas empresas).

O Banco do Brasil ampliou o alcance do Desenrola às MPE que precisam colocar suas finanças em dia. Até o momento, do valor total, R$ 4 bilhões foram renegociados beneficiando cerca de 62 mil empresas. A Ativos alcançou o volume de mais de R$ 169 milhões para MPE.

A nova fase do Desenrola começou no último dia 9 de outubro e o Banco do Brasil participa do programa, na condição de credor, ofertando descontos de até 99% sobre seus créditos inadimplentes. Os descontos são uma oportunidade única para regularização, mesmo que a operação não tenha sido contemplada no leilão, e cabe ressaltar ainda que o cliente pode renegociar sua dívida sem entrada.

Lucro do BB em 9 meses de 2023

O Banco do Brasil apresentou um lucro líquido ajustado de R$ 26,1 bilhões nos nove primeiros meses de 2023, crescimento de 14,0% na comparação com o mesmo período do ano anterior, o que representa um RSPL (retorno sobre patrimônio líquido) de 21,3%. O valor adicionado à sociedade alcançou R$ 64,4 bilhões. O índice de capital principal do BB encerrou setembro em 12,49%.

A performance nos nove primeiros meses do ano é reflexo do crescimento da margem financeira bruta (+30,4%), decorrente dos bons resultados da carteira de crédito e dos títulos e valores mobiliários alocados em tesouraria. As receitas de prestação de serviços cresceram +5,0%. Por outro lado, ocorreram elevações das despesas de PCLD ampliada (+101,2%). As despesas administrativas subiram +8,0%, impulsionadas pelos investimentos em tecnologia.

Carteira de Crédito Ampliada

A carteira de crédito ampliada, que inclui TVM (títulos e valores mobiliários) privados e garantias, registrou saldo de R$ 1,07 trilhão em setembro/23, crescimento de 10,0% frente a setembro/22 e 2,0% em relação a junho/23. Destaque para a carteira de negócios sustentáveis, que totalizou R$ 338,8 bilhões, com crescimento de 5,5% em 12 meses, representando 32% da carteira de crédito ampliada do BB. O índice de inadimplência acima de 90 dias (relação entre as operações vencidas há mais de 90 dias e o saldo da carteira de crédito classificada) atingiu 2,81% (abaixo do Sistema Financeiro, que registrou indicador de 3,50%) e o índice de cobertura (relação entre o saldo de provisões e o saldo de operações vencidas há mais de 90 dias) foi de 199,1%.

Carteira Ampliada Pessoa Física

Crescimento de 0,7% na comparação com junho/23 e 7,9% em 12 meses, alcançando R$ 304,1 bilhões, influenciada, principalmente, pelo desempenho na carteira de crédito consignado (+2,0% no trimestre e +8,9% em 12 meses).

Carteira Ampliada Pessoa Jurídica

Registrou crescimento de 4,7% em 12 meses, atingindo R$ 371,4 bilhões, com destaque para a carteira de Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), com evolução de 4,2% no trimestre e 14,2% em 12 meses.

Carteira Ampliada Agronegócios

Alcançou o saldo de R$ 339,9 bilhões, crescimento de 5,7% em relação a junho/23 e 18,9% em 12 meses. Destaque para as linhas de custeio (+14,2% no trimestre e +18,9% em 12 meses), de investimentos (+4,8% no trimestre e +37,1% em 12 meses) e de comercialização (+8,7% no trimestre e +64,9% em 12 meses). De julho a setembro, ou seja, no primeiro trimestre de atuação no Plano Safra 2023/2024, o BB desembolsou R$ 68,8 bilhões, um crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Agenda ASG

Neste trimestre, o BB renovou e revisou os compromissos para um futuro sustentável. Os Compromissos BB 2030 para um Mundo + Sustentável trazem objetivos em quatro frentes de atuação, incluindo o crédito sustentável e investimento responsável, abrangendo a atuação na gestão ASG e climática e buscando gerar impactos positivos na cadeia de valor. O BB assumiu o compromisso de atingir uma carteira de R$ 500 bilhões em crédito sustentável, dos quais R$ 200 bilhões em agricultura sustentável, além de R$ 30 bilhões em financiamento a energias renováveis.

(*) Fontes de conteúdo: BTG Pactual, B3, CVM, Ágora, Banco ABC Brasil, Genial Investimentos, Guide Investimentos, Levante, Rico Investimentos, Santander, Terra Investimentos, Toro Investimentos e XP.

Blog do Grana é a página de conteúdo informativo do aplicativo Grana Capital, parceiro da B3 para ajudar os investidores com o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

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