Entenda a alta de Braskem (BRKM5)
Entenda a alta de Braskem (BRKM5) após a oferta de R$ 10 bilhões pela fatia da Novonor (antiga Odebrecht) feita pela Unipar (UNIP6).
Hoje, dia 12 de junho, a ação da Braskem (BRKM5) figura como a maior alta do Ibovespa.
Leia relatório da casa de análise Levante sobre esse assunto na sequência do texto logo após a imagem ilustrativa abaixo:
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Relatório da Levante sobre Braskem (BRKM5) e Unipar (UNIP6)
Neste sábado (10), a Unipar (UNIP6) divulgou Fato Relevante ao mercado comunicando seu interesse em adquirir a fatia do bloco de controle da Braskem (BRKM5) que hoje é da Novonor, antiga Odebrecht. A oferta colocada pela Unipar e enviada à família Odebrecht e os bancos que atualmente financiam o endividamento da companhia de capital fechado pode chegar a R$10 bilhões. Com essa oferta, o valor das ações de Braskem (BRKM5) poderia ficar por volta dos R$ 35.
A empresa de petroquímicos recebeu uma outra proposta, recentemente, do fundo Apollo, com uma característica diferente: com duas pontas, o fundo pagaria cerca de R$ 27 por ação em uma parte e, em outra parte, R$20 por ação destinados a pagamentos de dívidas da própria Braskem.
Do prisma do bloco de controle, que deve analisar as duas propostas, pode ser que a alternativa da Unipar (UNIP6) seja considerada mais vantajosa, em que pese a possibilidade de recusa de ambas as proposições.
A Unipar já opera ativos petroquímicos tanto no Sudeste quanto na Argentina e tem muita experiência no setor de atuação onde a Braskem é a líder na América do Sul. As administrações das empresas também são mais próximas quando comparadas com investidores internacionais – como é o caso da Apollo – o que pode facilitar a conclusão do acordo. O fato da Novonor permanecer com uma participação minoritária e os controladores seguirem sendo brasileiros pode facilitar a conclusão do negócio.
Essa oferta da Unipar é colocada em um momento que a empresa está com uma forte geração de caixa e um baixo endividamento, mesmo considerando o fato de estarmos em um ponto de baixa no ciclo dos produtos petroquímicos, Isso se deve à operação diversificada da companhia, que também conta com produtos de cloro e soda que vem mantendo uma boa rentabilidade para empresa.
A Unipar conta com Luiz Barsi, considerado o maior investidor Pessoa Física da bolsa brasileira. Atualmente, o mega investidor é vice-presidente do conselho da Unipar.
Mesmo com o bom momento da Unipar, as operações da Braskem são cerca de quatro vezes maiores, neste sentido a Unipar precisaria ou realizar uma grande captação via ações no mercado ou então elevar o endividamento das empresas para fazer frente a essa oferta pelo controle da líder do setor.
A proposta da Unipar visa finalizar um imbróglio que já dura cerca de cinco anos entre a Odebrecht e seus credores: caso aceito, o pagamento dos cerca de R$ 10 bilhões finalizaria essa questão. Mais um player relevante entra na disputa para compra do controle da Braskem.
O que podemos observar disto é que o ativo petroquímico da companhia, que tem operações relevantes no Brasil, México e Estados Unidos, é bastante valioso e chama a atenção de quem conhece o meio.
Outro fator interessante para o investidor é que as ações de BRKM5 negociam bastante distantes das máximas neste momento, por conta do ciclo de baixa vivido pelo spread petroquímico, que é de onde vem a fonte de rentabilidade da Braskem.
Dessa forma, analisando o ciclo dos produtos petroquímicos é esperado que as margens da Braskem retornem a uma média histórica e com isso tanto a rentabilidade quanto os dividendos da petroquímica voltem a crescer.
(*) Fontes de conteúdo: B3, CVM e casa de análise Levante

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