Natura estuda IPO da Aesop ou cisão da unidade australiana

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Natura estuda IPO da Aesop

Natura estuda IPO (oferta pública inicial de ações) da Aesop ou uma cisão da unidade australiana de artigos de luxo comprada em 2013.

Natura estuda IPO da Aesop ou uma cisão de sua unidade australiana. Foto: Natura

Segundo a companhia, o IPO vem sendo avaliado como uma forma de financiar o crescimento da Aesop.

De acordo com relatório da casa de análise Levante Ideias, os negócios da Aesop continuarão sendo liderados por seu CEO, Michael O´Keeffe, através de uma holding a ser listada nos Estados Unidos, que deteria as subsidiárias da Aesop.

Com atuação em 27 países, a Aesop foi adquirida pela Natura em sua totalidade em 2016 (após a compra de uma participação inicial de 65% em 2013), por US$ 100 milhões, com o objetivo de aumentar a presença em mercados globais, principalmente na Ásia, que possui alguns dos maiores mercados de beleza do mundo, como China e Japão.

Desde que foi adquirida pela Natura, a Aesop tem apresentado um crescimento médio de receita de 20% ao ano, com margem bruta de cerca de 90%, a maior margem bruta dentre as marcas do grupo.

O cenário macroeconômico desfavorável – incluindo a guerra na Ucrânia – impactou severamente as demais marcas do grupo, como a The Body Shop e a Avon International, que têm mostrado dificuldade em se recuperar.

Com um desempenho bem aquém do esperado nos últimos trimestres e com as ações derretendo ao longo do ano, a Natura perdeu cerca de R$ 60 bilhões em valor de mercado, estagnando na casa dos R$ 20 bilhões.

Na tentativa de reverter essa situação, ela anunciou recentemente sua troca no comando, com Fábio Barbosa assumindo como CEO do grupo e adotando como meta a simplificação das operações. A eventual segregação das operações da Aesop está alinhada ao objetivo da Natura de simplificar suas operações e dar maior autonomia às suas unidades de negócios.

Ao se considerar que todas as unidades de negócios que fazem parte da Natura &Co negociam, juntas, a um valuation de 5,5x EV/EBITDA para 2023, a possível separação da Aesop deve destravar valor para a empresa, supondo que a listagem ocorreria com múltiplos próximos aos seus pares internacionais girando em torno das 15x EV/EBITDA.

Além disso, no caso de uma oferta secundária, a transação também deve contribuir para desalavancagem da organização, que encerrou o último trimestre em 3,5x.

O relatório da Levante conclui que o anúncio dos estudos preliminares para uma possível separação da Aesop deve gerar um impacto positivo nas ações da companhia (NTCO3) no curto prazo. Apesar disso, destacamos que o principal ponto de atenção é em relação ao timing da transação, considerando que os mercados globais vem enfrentando grandes desafios com a alta da inflação e o aumento dos riscos de recessão.

Além disso, a China, que é um dos mercados mais importantes para o crescimento da Aesop, também vem enfrentando um cenário macroeconômico bastante complexo e desafiador. Esse é o primeiro grande movimento anunciado desde a entrada de Fábio Barbosa na direção da Natura.

Como o desempenho da Aesop se manteve positivo, na contramão das demais operações do grupo, havia rumores de que os próprios executivos da Aesop estariam pressionando por uma separação das operações. Até porque, apesar da boa performance da marca, grande parte da remuneração dos executivos é atrelada às ações da Natura, que caíram fortemente ao longo do ano.

Vale (VALE3)

A Vale produziu 89,7 milhões de toneladas de minério de ferro no terceiro trimestre de 2022, alta de 1,1% na comparação anual.

A mineradora vendeu 69,05 milhões de toneladas, avanço de 3,5%. Entre janeiro e setembro, a mineradora produziu 226,94 milhões de toneladas.

Em 2022, a meta de produção estipulada pela Vale é de 310 milhões a 320 milhões de toneladas.

Os ADRs da Vale subiam 3% no pré-mercado em Nova York (EUA) antes da abertura da bolsa brasileira (B3).

Caminhão da mineradora Vale. Foto: Daniel Mansur/Vale

Notas de mercado

Aqui no Blog do Grana, você terá informações sobre os principais assuntos da bolsa brasileira (B3), de acordo com relatórios* de mercado.

Copel (CPLE6)

Seis unidades geradoras do complexo eólico Jandaíra (RN), da Copel, iniciaram operação no último dia 15 de outubro.

CVC Brasil Turismo (CVCB3)

CVC Brasil Turismo anunciou o programa de fidelidade Clube CVC.

Oi (OIBR4)

Conselho de administração da Oi aprovou o agrupamento de ações na proporção de 50 para 1 para evitar que papéis tenham valor inferior a R$ 1 na bolsa.

PPPs de aeroportos de pequeno porte

Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) lançará programa de Parcerias Público-Privadas (PPPs) para aeroportos de pequeno porte com duração de 10 a 15 anos.

Segundo o secretário da SAC, Ronei Glanzmann, os aeroportos a ser leiloados serão divididos em blocos e o primeiro deve ser composto por aeroportos da Amazônia.

IBC-Br

IBC-Br indica retração da economia em 1,13% em agosto ante julho, próximo ao piso das projeções que estavam em -1,20%.

Distribuidoras de combustíveis

Agência Nacional do Petróleo (ANP) registra primeira alta do preço médio de combustíveis (+1,47%) nos postos após 15 semanas de baixas.

BDRs e ações globais

Estados Unidos planejam anúncio de liberação de reservas de petróleo esta semana.

França está negociando preços de combustíveis à medida que escassez piora.

Rio Tinto (RIOT34)

Rio Tinto produziu 84,3 milhões de toneladas de minério de ferro no terceiro trimestre de 2022, alta de 1% na comparação anual.

Johnson & Johnson (JNJB34)

As ações da Johnson & Johnson sobem 2% no pré-mercado em Nova York, após a companhia informar lucro de US$ 4,45 bilhões, alta de 21,6% na comparação anual.

A receita da J&J alcançou US$ 23,7 bilhões no terceiro trimestre de 2022, avanço de 2%.

Bank of America (BOAC34)

Bank of America reportou receitas de US$ 24,61 bilhões no terceiro trimestre de 2022, ante a estimativa de US$ 23,57 bilhões calculada por analistas.

O lucro por ação do Bank of America atingiu US$ 0,81 por ação versus a projeção de US$ 0,77 por ação feita por analistas.

(*) Fontes de conteúdo e relatórios consultados: CVM, B3, Avenue Intelligence, Banco ABC Brasil, BTG Pactual, Genial Investimentos, Guide Investimentos, Terra Investimentos, Toro Investimentos e XP.

O Blog do Grana é a página de conteúdo informativo do aplicativo Grana Capital, parceiro da B3 para ajudar os investidores com o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

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