Disney (DISB34) supera Netflix em número de novos assinantes e registra alta de público

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Disney (DISB34) supera Netflix

Disney (DISB34) supera Netflix em número de novos assinantes do streaming Disney+ e corta sua previsão de aumento de clientes até 2024.

A empresa registrou lucro de US$ 1,41 bilhão no segundo trimestre de 2022, o equivalente a US$ 0,77 por ação, alta de 53% na comparação anual.

A receita da Disney aumentou 72% para US$ 7,4 bilhões no trimestre, acima dos US$ 4,3 bilhões no mesmo período do ano passado. A companhia relatou aumento do público nos parques, noites ocupadas em hotéis e viagens de navios de cruzeiro.  

Análise da Avenue sobre Walt Disney

Dentre os destaques, houve um aumento de 14,4 milhões de assinantes do Disney+ no trimestre fiscal, número expressivo e em contraste ao movimento ocorrido com os demais concorrentes no segmento.

A Netflix divulgou queda no número de assinantes no último trimestre e a Warner Bros (Discovery, dona do HBO+) anunciou uma mudança na estratégia de conteúdo e que vai parar de vender a plataforma de streaming., o que demonstra a resiliência da companhia com relação ao seu serviço.

Outro destaque da Disney foi a sua divisão de parques, experiências e produtos que viu a receita aumentar 72% para US$ 7,4 bilhões durante o trimestre, acima dos US$ 4,3 bilhões no mesmo período do ano passado.

A empresa relatou que viu aumentos no público, noites ocupadas e viagens de navios de cruzeiro. Esse é um indicador importante que mostra que a economia está mudando de compra de produtos para serviços como viagens, restaurantes, parques e hotéis.

A Disney possui um valor de mercado de aproximadamente US$ 204 bilhões. Em 2022, até 10 de agosto de 2022, as ações recuavam 27,56% no ano.

Análise da Levante sobre Walt Disney

De modo geral, os números vieram positivos e acima das expectativas médias, com desempenho encorajador tanto nos segmentos tradicionais (parques, experiências) como no streaming. A receita líquida totalizou US$ 21,5 bilhões, crescimento de 26% na comparação anual e acima das estimativas, que giravam em torno dos US$ 21 bilhões.

Números por segmento: no segmento principal – de mídia e distribuição de entretenimento, estão alocados os canais de televisão (ABC, ESPN, Disney, National Geographic, FX), os serviços de streaming (Disney+, ESPN+, Hulu) e venda de conteúdo, apresentou receita de US$ 14,1 bilhões, 11% a mais que no mesmo período do último ano. O resultado operacional foi de US$ 3,57 bilhões, crescimento de mais de 50% ano contra ano.

O total de assinantes nos serviços de streaming (Disney+, ESPN+, Hulu) fechou o trimestre em 198 milhões, com adições líquidas na ordem dos 14 milhões (esperado na casa dos 10 milhões). O número apresentado foi uma grata surpresa do relatório principalmente levando em consideração o resultado recente da Netflix, que teve dificuldades em crescer o número de usuários nesse último trimestre.

Já o segmento de Parques, Experiências e Produtos apresentou receitas de US$ 7,3 bilhões, 70% a mais que no segundo trimestre de 2021. Os parques voltaram a operar muito próximos à normalidade. O resultado operacional desse segmento, por sua vez, aumentou em quase sete vezes. O lucro líquido por ação na forma ajustada foi de US$ 1,09, acima das expectativas, que giravam em torno dos US$ 0,96. No mesmo período do último ano, o lucro por ação havia sido deu US$ 0,80. Foi gerado US$ 187 milhões em caixa livre no período.

O valor foi até abaixo da geração do mesmo período do ano anterior, mas que pode ser explicado por maiores investimentos tanto nos parques como na produção e no licenciamento de conteúdo. Sem dúvidas, o bom relatório de resultado apresentado pela Disney deve motivar novos debates acerca da indústria do streaming e a talvez perda da Netflix como principal expoente desse mercado.

Análise da XP sobre Walt Disney

A Disney (NYSE: DIS, BDR: DISB34) reportou uma receita de US$ 21,5 bilhões versus US$ 21 bilhões esperados pelos analistas.

O lucro por ação foi de US$ 1,09 versus US$ 0,96 projetados pelo mercado.

A divisão de parques, experiências e produtos da Disney viu a receita aumentar 72% para US$ 7,4 bilhões durante o trimestre, acima dos US$ 4,3 bilhões no mesmo período do ano passado.

A empresa relatou aumento do público, noites ocupadas e viagens de cruzeiro. Com relação ao streaming, a empresa informou que o total de assinaturas do Disney+ subiu para 152,1 milhões durante o terceiro trimestre fiscal, acima dos 147 milhões previstos por analistas, segundo a StreetAccount.

A empresa também revelou uma nova estrutura de preços que incorpora um Disney+ apoiado por publicidade como parte de um esforço para tornar seu negócio de streaming lucrativo, além de um aumento no valor dos planos nos Estados Unidos. Durante o terceiro trimestre fiscal, Disney+, Hulu e ESPN+ juntos perderam US$ 1,1 bilhão, refletindo o maior custo de conteúdo nos serviços. 

Olhando para o futuro, a Disney reduziu sua previsão para 2024 colocando como projeção o intervalo entre 215 milhões e 245 milhões de assinantes para o Disney+, uma queda de 15 milhões tanto no limite inferior quanto no superior da orientação anterior da empresa, conforme observou o XP Radar Global, relatório assinado por Jennie Li (estrategista de ações), Pietra Guerra e Rafael Nobre (analistas internacionais).

Jennie Li, estrategista de ações da XP.

(*) Fontes de conteúdo e relatórios consultados: B3, Avenue Intelligence, BTG Pactual, Levante e XP Radar Global.

Edição: Ernani Fagundes, jornalista responsável pelo conteúdo do Blog do Grana.

Conteúdo nas redes sociais: Letícia Alonso (vídeo), Vitória Mendonça e Gabriela Orsi.

O Blog do Grana é a página de conteúdo informativo do aplicativo Grana Capital, parceiro da B3 para ajudar os investidores com o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

E-mail: ernani.fagundes@grana.capital (mande sua opinião sobre o Blog do Grana e sugestões para melhorar sua experiência no site de notícias de mercado e de investimentos).

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