BLOK11: Conheça o ETF de criptos que investe em contratos inteligentes

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BLOK11 é código do ETF Crypto Compare Smart Contract Leaders Fundo de Índice Investimento no Exterior.

Aqui no Blog do Grana, você terá informações sobre as características e os riscos dessa nova aplicação financeira listada na Bolsa (B3) em 22 de junho de 2022.

Confira na sequência do texto:

Imagem ilustrativa de Blockchain criada por Gerd Altmann/Pixabay.

O que é o ETF BLOK11

O BLOK11 é um Exchange Traded Fund (ETF ou fundo negociado em Bolsa) de criptos denominado Investo VanEck ETF Crypto Compare Smart Contract Leaders Fundo de Índice – Investimento no Exterior, com gestão pela Investo.

O ETF segue o índice MVIS Crypto Compare Smart Contract Leaders Index, calculado pela MV Index Solutions GmbH.

Lançamento do ETF BLOK11 na Bolsa. Foto: Investo/Divulgação

O que são contratos inteligentes

A seguir, as definições da gestora Investo para contratos inteligentes:

  • o contrato é criado entre duas partes;
  • as duas partes permanecem anônimas;
  • o contrato é armazenado publicamente em um livro (book) que pode ser consultado;
  • alguns termos ou eventos como o prazo são definidos;
  • o contrato possui alta execução de acordo com o código escrito e definido;
  • reguladores e usuários podem consultar e analisar todos os ativos do contrato;
  • a análise prevê incertezas e tendências de mercado.

Qual é objetivo do ETF BLOK11

O objetivo do ETF BLOK11 é investir, principalmente, nos ativos alvo presentes na carteira do MVIS Crypto Compare Smart Contract Leaders Index.

Mas o ETF também pode aplicar em cotas de fundos de índice que visam refletir as variações e rentabilidade do Índice; em posições compradas no mercado futuro de dólar, a fim de proteger o risco de descolamento (erro de aderência) decorrente da exposição cambial gerada pelas posições mantidas nos mercados em que é negociado o ativo que compõe o Índice; assim como pelas posições em dinheiro, renda fixa local, fundos de investimento e contas a receber em reais; investimentos permitidos, receitas acumuladas e não distribuídas, dinheiro, e posições compradas no mercado futuro de ativos-alvo, observados os limites de diversificação e de composição da carteira do fundo no regulamento.

Onde o BLOK11 aplica os recursos dos cotistas

De acordo com as informações da Investo, a composição da carteira em 1º de junho de 2022 era formada por: Ethereum (27,44%), Cardano (25,78%), Solano (15,48%), Polkadot (11,17%), Avalanche (7,04%), Algorand (3,41%), Cosmos (2,99%), Tezos (2,17%), Internet Computer (2,08%), EOS (1,49%) e Fantom (0,94%).

Qual a taxa de administração do BLOK11

A taxa de administração é de 0,75% ao ano.

Quais são os riscos do ETF de criptos

Assim como outros investimentos em criptoativos e ETFs de criptoativos, o principal risco desse mercado é a altíssima volatilidade. Os preços dos ativos da carteira podem oscilar expressivamente para cima ou para baixo sem nenhuma previsibilidade.

A alta recente dos juros nos Estados Unidos tem sido apontada por analistas e economistas com um dos principais fatores para a volatilidade de criptomoedas ou criptoativos, independente dos segmentos específicos em que cada uma dela atua ou concorre.

Além disso, há outros riscos comuns relacionados aos ETFs internacionais:

  • risco cambial (de perdas com a volatilidade de moedas ou criptoativos em relação ao real);
  • riscos de cada um dos ativos presentes na carteira;
  • risco de mercado;
  • risco de liquidez;
  • risco tributário (ex.: mudança na cobrança de impostos e taxas);
  • risco do “bom” desempenho dos criptoativos ou ETFs de criptoativos não se repetir no futuro;
  • riscos regulatórios (ex.: de mudança na legislação sobre criptoativos e ETFs de criptoativos);
  • outros riscos (ex.: riscos de imagem, de escândalos financeiros, de fraudes contábeis, de lavagem de dinheiro com criptoativos, riscos ambientais, sociais e de falta de governança corporativa, etc.).

O ETFs de criptoativos também tem o risco de “bolha” (valorização expressiva que depois pode cair expressivamente). Além do de “dispersão de bolha”, quando mercados saturados de criptomoedas (como EUA e Europa) buscam espalhar o risco para outros, como Canadá, Austrália, África do Sul, Argentina, Brasil, Canadá, China, Índia, México, Japão e demais países emergentes do sudeste asiático.

Qual a alíquota do Imposto de Renda do ETF

A alíquota de Imposto de Renda é de 15% sobre os ganhos de capital no resgate das cotas, a ser recolhido pelo investidor pessoa física via DARF até o dia 30 do mês seguinte da venda das cotas.

O ganho de capital é a diferença positiva entre preço de compra e o preço de venda das cotas.

No caso de day trade (vendas das cotas no mesmo dia da compra), a alíquota é de 20% sobre os ganhos de capital obtidos.

O investidor pessoa física também deve recolher o tributo via DARF até o dia 30 do mês seguinte da operação.

Exigência da Declaração do investimento no Imposto de Renda

Existe um ditado popular que diz: “só existem duas certezas na vida, a da morte e a dos impostos”. No caso brasileiro, devemos acrescentar que todo investimento precisa ser informado na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF).

Portanto, se você é investidor pessoa física, lembre-se que, além do pagamento do Imposto de Renda sobre ganhos de capital, o investimento em ETFs internacionais de criptos também deve ser declarado à Receita Federal.

Fontes de conteúdo: B3 e Investo.

Edição: Ernani Fagundes, jornalista responsável pelo conteúdo do Blog do Grana.

E-mail: ernani.fagundes@grana.capital (mande sua opinião sobre o Blog do Grana e sugestões para melhorar sua experiência no site de notícias de mercado e de investimentos).

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