CRPT11: Conheça o ETF que investe nas 20 principais criptomoedas

Share on twitter
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on linkedin

CRPT11 é o código do Exchange Traded Fund (ETF ou fundo negociado em Bolsa) Empiricus Teva Criptomoedas Top 20, que investe nas 20 principais criptomoedas do mundo. Aqui no Blog do Grana, você terá informações sobre os riscos dessa nova aplicação financeira listada na Bolsa (B3) em 12 de maio de 2022. Confira na sequência do texto:

Lançamento do CRPT11 na B3. Foto: Divulgação/B3.

O que é o ETF CRPT11

De acordo com a Vitreo Gestão, o ETF CRPT11 adota o Teva Criptomoedas Top20 como índice de referência – é o primeiro de criptomoedas brasileiro, criado e mantido pela brasileira Teva Índices.

O objetivo do ETF é refletir o retorno da carteira diversificada do índice Teva Criptomoedas Top20, composta pelas 20 criptomoedas com maior valor de mercado disponíveis para negociação e que atendam a critérios razoáveis de liquidez e elegibilidade.

O índice tem rebalanceamento mensal, sempre no primeiro dia útil, levando em consideração todos os dados até o último dia útil do mês anterior e o preço no dia do ajuste.

Qual a taxa de administração do CRPT11

O ETF tem taxa de administração de 0,75% ao ano e não tem taxa de performance. O valor inicial na listagem na Bolsa foi estimado em R$ 9,62 por cota, acessível para investidores pessoas físicas do varejo.

Onde o ETF CRPT11 aplica os recursos dos cotistas

O ETF CRPT11 investe nas 20 principais criptomoedas do mundo.

A composição atual da carteira do CRPT11 é formada por: Bitcoin (58,1%), Ethereum (25,6%), Cardano (2,7%), Solana (2,5%), Polkadot (1,7%), Terra (1,6%), Avalanche (1,4%), Coin (0,9%), Polygon (0,9%), Chainlink (0,6%), Cosmos (0,6%), Algorand (0,5%), TRON (0,5%), Uniswap (0,4%), Fantom (0,4%), Stellar (0,4%), Internet Computer (0,3%), Axie Infinity (0,3%), Sandbox (0,3%) e Decentraland (0,3%).

Quais são as vantagens do ETF de criptos da Empiricus

Segundo o CEO da Vitreo Gestão, George Wachsmann (Jojo), o ETF é composto por moedas que possuem boa liquidez e replicam um recorte do mercado, devido à adoção do índice Teva Criptomoedas Top 20. Os critérios de elegibilidade impedem que a carteira seja composta por ativos sem fundamento ou que repliquem outros criptoativos.

“A intenção da Teva foi criar regras de exclusão de ativos que não representam o mercado do ponto de vista fundamentalista. Temos que seguir a regra do índice, que busca se aliar aos mecanismos que se assemelham a nossa essência. Não fazem parte do índice, por exemplo, algumas variações de bitcoins, abrindo espaço para ativos que vão compor melhor o índice”, afirma Jojo.

Quais são os riscos de ETFs de criptomoedas

Assim como outros investimentos em criptoativos e ETFs de criptoativos, o principal risco desse mercado é a altíssima volatilidade. Os preços dos ativos da carteira podem oscilar expressivamente para cima ou para baixo e sem nenhuma previsibilidade. No crash mais recente do Bitcoin, por exemplo, o valor de mercado das criptomoedas diminuiu cerca de US$ 500 bilhões.

Há previsões de analistas norte-americanos que apontam que os criptoativos podem perder US$ 1 trilhão de valor por causa da alta dos juros nos Estados Unidos. Já outros analistas apontam o momento atual com um ponto de entrada para o longo prazo em criptoativos e ETFs de criptoativos após as fortes perdas recentes. Como não há consenso entre os profissionais de mercado, a volatilidade é a marca do segmento, ou seja, um investimento de alto risco para perdas ou ganhos.

Além disso, há outros riscos comuns relacionados aos ETFs internacionais:

  • risco cambial (de perdas com a volatilidade de moedas ou criptoativos em relação ao real).
  • risco de mercado.
  • risco de liquidez.
  • risco tributário (ex. mudança na cobrança de impostos e taxas).
  • risco do bom desempenho dos criptoativos ou ETFs de criptoativos não se repetir no futuro.
  • riscos regulatórios (ex. de mudança na legislação sobre criptoativos e ETFs de criptoativos).
  • outros riscos (ex. riscos de imagem, de escândalos financeiros, de fraudes contábeis, riscos ambientais, sociais e de falta de governança corporativa, etc.).

Qual a alíquota do Imposto de Renda do ETF

A alíquota de Imposto de Renda (IR) é de 15% sobre os ganhos de capital no resgate das cotas, a ser recolhido pelo investidor pessoa física via DARF até o dia 30 do mês seguinte da venda das cotas (o ganho de capital é a diferença positiva entre preço de compra e o preço de venda das cotas).

No caso de day trade (vendas das cotas no mesmo dia da compra), a alíquota é de 20% sobre os ganhos de capital obtidos. O investidor pessoa física também deve recolher o tributo via DARF até o dia 30 do mês seguinte da operação.

Exigência da Declaração do investimento no Imposto de Renda

Existe um ditado popular que diz: “só existem duas certezas na vida, a da morte e a dos impostos”. No caso brasileiro, devemos acrescentar que todo investimento precisa ser informado na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF).

Portanto, se você é investidor pessoa física, lembre-se que além do pagamento do Imposto de Renda sobre Ganhos de Capital, o investimento em ETFs internacionais deve ser declarado à Receita Federal.

Fontes de conteúdo e relatórios consultados: B3, Vitreo Gestão e ETF Empiricus Teva Criptomoedas Top 20.

Edição: Ernani Fagundes, jornalista responsável pelo conteúdo do Blog do Grana.

E-mail: ernani.fagundes@grana.capital (mande sua opinião sobre o Blog do Grana e sugestões para melhorar sua experiência no site de notícias de mercado e de investimentos).

Gostou? Compartilhe nas Redes Sociais:
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Receba em primeira mão nossas novidades

Assine nossa Newsletter

Baixe já nosso App