META11: Conheça o ETF que investe em plataformas do Metaverso

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META11 é o código do Exchange Traded Fund (ETF ou fundo negociado em Bolsa) que investe em plataformas de cultura e entretenimento do Metaverso, um projeto futurístico de diversas empresas de tecnologia ao redor do mundo que pretende mudar a forma como as redes sociais na Internet como são utilizadas atualmente.

Aqui no Blog do Grana, você terá informações sobre o novo produto financeiro que está previsto para ser lançado na Bolsa brasileira (B3) em 03 de junho de 2022.

Confira na sequência do texto:

Metaverse. Imagem: Pixabay

O que é o ETF META11

O ETF META11 será um fundo negociado em Bolsa que vai espelhar o “CF Digital Culture Composite Index”, um índice que acompanha investimentos em ativos do chamado Metaverso. 

A previsão é que o produto possa ser listado e disponibilizado para negociação na Bolsa (B3) em 03 de junho de 2022 para investidores em geral e com valor inicial (estimado em R$ 50 por cota) acessível para investidores pessoas físicas do varejo. Atualmente, o META11 está no período de reserva, ou seja, de pedidos iniciais das cotas.

O Banco Genial, XP Investimentos, NuInvest e BTG Pactual serão os coordenadores dessa oferta do novo ETF META11. 

Qual a gestora do ETF de Metaverso

A gestão do produto brasileiro é da Hashdex, gestora global de criptoativos. O META11 será o sexto ETF de criptoativos que a Hashdex coloca para negociação na B3.

Pioneira, a gestora lançou o primeiro produto da modalidade cripto no Brasil, o HASH11. Esse fundo investe em uma cesta de ativos que buscam representar o melhor do mercado cripto. Atualmente, o ETF conta com quase 150 mil investidores.

Em 2021, a gestora lançou o BITH11, um produto 100% Bitcoin verde, e o ETHE11, um fundo de índice que investe totalmente em Ethereum. Neste ano, a empresa disponibilizou o DEFI11, que aposta no disruptivo mercado de finanças descentralizadas. E também lançou o WEB311, que aposta em contratos inteligentes e na internet do futuro.

Onde o ETF META11 aplica os recursos dos cotistas

De acordo com informações da Hashdex, a constituição atual do índice investe em dez grandes projetos, que são divididos em três categorias.

A primeira é a de protocolos de cultura digital, que representa 70% do total da alocação. Nesta seção estão os seguintes tokens: Decentraland (MANA), The Sandbox (SAND), Axie Infinity (AXS), Enjin (ENJ), Chiliz (CHZ) e Audius (AUDIO).

Já a segunda é a categoria de protocolos de suporte (15%), que conta atualmente com os seguintes projetos: Chainlink (LINK), Polygon (MATIC) e The Graph (GRT). Por fim, a terceira é a de plataformas de registro (15%), representada hoje pela Ethereum (ETH).

Quais são as vantagens do ETF META11

Para atingir seu objetivo de política de investimento, o fundo investirá, no mínimo, 95% de seu patrimônio em cotas do fundo de índice alvo, o Hashdex Crypto Metaverse ETF. Esse, por sua vez, investe em ativos financeiros emitidos e/ou negociados no exterior, em particular, ativos que compõem o ecossistema de cultura digital ou em posições compradas no mercado futuro, de modo a refletir de modo geral a performance do Índice.

“Com o lançamento deste produto vamos viabilizar o investimento no ecossistema do metaverso cripto de maneira segura e diversificada. Trata-se de um mercado promissor que possui uma adoção crescente em todo o mundo”, comentou Samir Kerbage, CTO da Hashdex.

“É um setor em estágio inicial, que está transformando indústrias relevantes no mundo do entretenimento. Trata-se de uma oportunidade de entrar no segmento de entretenimento em blockchain”, diz o executivo da Hashdex.

Qual a taxa de administração do ETF de Metaverso

O META11 terá taxa de administração total de 1,3% ao ano.

A gestora Hashdex estima que o valor inicial seja de R$ 50 por cota no lançamento na Bolsa.

Quais são os riscos do ETF META11

O projeto do Metaverso é para o longo prazo, para o futuro. O investimento para obter retorno em curtíssimo ou curto prazo é meramente especulativo – em outras palavras, alto risco de perdas.

Assim como outros investimentos em criptoativos e ETFs de criptoativos, o principal risco desse mercado nascente é a altíssima volatilidade. Isto é, os preços dos ativos da carteira podem oscilar expressivamente para cima ou para baixo sem nenhuma previsibilidade.

No caso das plataformas do Metaverso, como estão em estágio inicial, há o risco financeiro de insolvência (falta de recursos) de alguns projetos inovadores ou o risco de fracasso tecnológico, ou seja, daquela tecnologia ficar obsoleta, não funcionar ou ficar inacessível por causa dos altos custos de desenvolvimento.

Além disso, há outros riscos comuns relacionados aos ETFs internacionais:

  • risco cambial (de perdas com a volatilidade de moedas ou criptoativos em relação ao real);
  • risco de mercado;
  • risco de liquidez;
  • risco tributário (ex.: mudança na cobrança de impostos e taxas);
  • risco do bom desempenho dos criptoativos ou ETFs de criptoativos não se repetir no futuro;
  • riscos regulatórios (ex.: de mudança na legislação sobre criptoativos e ETFs de criptoativos);
  • outros riscos (ex.: riscos de imagem, de escândalos financeiros, de fraudes contábeis, riscos ambientais, sociais e de falta de governança corporativa, etc.);

Qual a alíquota do Imposto de Renda do ETF

A alíquota é de 15% sobre os ganhos de capital no resgate das cotas a ser recolhido pelo investidor pessoa física via DARF até o dia 30 do mês seguinte da venda das cotas (o ganho de capital é a diferença positiva entre preço de compra e o preço de venda das cotas).

No caso de day trade (vendas das cotas no mesmo dia da compra), a alíquota é de 20% sobre os ganhos de capital obtidos. O investidor pessoa física também deve recolher o tributo via DARF até o dia 30 do mês seguinte da operação.

Exigência da Declaração do investimento no Imposto de Renda

Existe um ditado popular que diz: “só existem duas certezas na vida, a da morte e a dos impostos”. No caso brasileiro devemos acrescentar que todo investimento precisa ser informado na Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF). Portanto, se você é investidor pessoa física, lembre-se que, além do pagamento do Imposto de Renda sobre ganhos de capital, o investimento em ETFs internacionais deve ser declarado à Receita Federal.

Fontes de conteúdo e documentos consultados: Hashdex.

Edição: Ernani Fagundes, jornalista responsável pelo conteúdo do Blog do Grana.

E-mail: ernani.fagundes@grana.capital (mande sua opinião sobre o Blog do Grana e sugestões para melhorar sua experiência no site de notícias de mercado e de investimentos).

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