Ações de frigoríficos entre as baixas da manhã na Bolsa

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As ações do frigoríficos estavam entre as principais baixas da manhã na Bolsa.

Entre os fundamentos, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou dados que mostraram que as exportações de carne brasileira recuaram 7% em 2021, principalmente, por causa dos embargos da China à carne brasileira.

Veja mais detalhes sobre esse assunto no quadro Destaques do Ibovespa mais abaixo no texto.

Hoje, por volta do meio-dia, o Ibovespa subia 0,85%, aos 102.806 pontos.

No mesmo horário, em Nova York, o índice Dow Jones recuava 0,60%, aos 35.853 pontos. O S&P 500 registrava queda de 0,21%, aos 4.660 pontos. Já o Nasdaq Composite subia 0,18%, aos 14.969 pontos.

Aqui no Blog do Grana, você acompanha os principais assuntos que movimentam seus investimentos na Bolsa (B3).

Confira na sequência do texto:

Destaques do Ibovespa:  Ações dos frigoríficos

No período da manhã, as ações dos principais frigoríficos brasileiros negociavam em queda na Bolsa.

Por volta do meio-dia, BRF recuava 3,36%, Marfrig caia 2,42%, Minerva descia 2,24% e JBS registrava queda de 1,50%, todas entre as maiores baixas do Ibovespa.

Entre os fundamentos, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou dados que mostraram que as exportações de carne brasileira recuaram 7% em 2021.

Na prática, a informação serve como uma prévia para os analistas e profissionais de mercado fazerem previsões sobre os resultados das companhias do quarto trimestre de 2021, que serão divulgados em fevereiro.

Os analistas lembram que China já encerrou os embargos, notícia que provocou altas recentes nos papéis dos frigoríficos. Ou seja, daqui para frente, salvo o risco de novos embargos, as exportações de carne tendem a apresentar dados melhores que o do quarto trimestre.

Em outras palavras, a baixa de hoje nos papéis das empresas exportadoras de carne pode ser apenas um ajuste antes dos balanços oficiais do quarto trimestre.

Maiores altas ao meio-dia

  • Petz (PETZ3): +5,50%
  • PetroRio (PRIO3): +3,28%
  • Usiminas (USIM5): +3,19%
  • Lojas Americanas (LAME4): +3,15%
  • Cosan (CSAN3): +3,04%

Maiores baixas ao meio-dia

  • BRF (BRFS3): -3,36%
  • Marfrig (MRFG3): -2,42%
  • Minerva (BEEF3): -2,24%
  • JBS (JBSS3): -1,50%
  • Pão de Açúcar (PCAR4): -1,40%

Cenário no Brasil

A inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2021 com alta de 10,06%, maior patamar desde 2015.

Esse aumento da inflação para dois dígitos (acima de 10%) fornece razões para o Banco Central continuar subindo os juros para controlar as expectativas de aumento de preços em 2022.

Mas a alta dos juros afeta os custos de crédito para empresas, e principalmente para setores dependentes de financiamento como Construção Civil (financiamento habitacional) e de varejo (crédito para consumo).

Em dezembro, o IPCA ficou em 0,73%, acima das expectativas do mercado, de 0,64%.

Segundo a economista da XP, Tatiana Nogueira, o desvio de 0,10 ponto porcentual na projeção da XP (+0,63%) foi explicado principalmente por itens de ‘cuidados pessoais’, devido ao efeito de retorno do desconto da Black Friday.

A inflação de serviços subiu 0,74% em dezembro, ligeiramente acima da nossa projeção de 0,71%. E os serviços subjacentes, medida monitorada de perto pelo BCB, subiram de 0,43% para 0,79%.

“Conforme apontamos, os preços dos bens industriais registraram alta expressiva no mês, de 0,94% para 1,45%, acima da nossa projeção (+0,98%) devido à já mencionada surpresa dos itens de cuidados pessoais”, diz Nogueira.

Os núcleos de inflação subiram para 0,89% em dezembro, de 0,61% em novembro. A comparação anual passou de 7,2% para 7,5%, bem acima da meta de inflação do BC (3,75%). E a difusão ficou estável em 66%.

“A surpresa de alta do mês deveu-se principalmente a retornos superiores aos projetados pela Black Friday. Nossa projeção para o IPCA de 2022 permanece em 5,2%”, concluiu a economista.

Já o economista do Banco ABC Brasil, Daniel Lima, observou que os preços administrados mostraram expressiva desaceleração em dezembro, passando de 2,30% para 0,05%.

Ele citou como destaque a gasolina (de 7,38% para -0,67%), sendo o subitem com maior contribuição de baixa e produtos farmacêuticos (de 1,13% para 0,06%).

Em 12 meses, os preços administrados passaram de 19,2% (em novembro) para 16,9% (em dezembro).

Cenário no Exterior

Segundo a CNBC, o CEO da Pfizer, Albert Bourla, disse ontem que uma vacina contra a variante ômicron da Covid estará pronta em março e que a empresa já começou a fabricar as doses.

Dados do Reino Unido mostraram que as vacinas da Pfizer e da Moderna são apenas cerca de 10% eficazes na prevenção de infecção sintomática de ômicron 20 semanas após a segunda dose, de acordo com estudo da Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido.

“No entanto, as duas doses originais ainda fornecem boa proteção contra doenças graves, segundo o estudo. E as doses de reforço são até 75% eficazes na prevenção de infecções sintomáticas”, comentou o economista do Banco ABC Brasil, Daniel Lima.

Essas informações sobre vacinas podem influenciar ações de fabricantes de vacinas como Pfizer e Moderna, com BDRs listadas no Brasil.

Outros ativos em destaque

As notas e fatos relevantes informados abaixo podem ter influenciado a movimentação das ações das companhias citadas no pregão de hoje, de acordo com relatórios* de mercado.

Eneva, Equatorial e EDP Energias

Segmento de energia renovável permanece aquecido em 2022, o que beneficia ações de Eneva, Equatorial e EDP Energias do Brasil, segundo relatório da Levante Research.

Petrobras (PETR4/PETR3) e PetroRio (PRIO3)

O petróleo Brent sobe 1,5%, para US$ 82,1 por barril na Europa, em recuperação após quedas nas últimas duas sessões, com o mercado aguardando dados da American Petroleum Institute ao final do dia. Esse aumento pode beneficiar as ações da Petrobras e de outras petrolíferas brasileiras na Bolsa.

Take-Two Interactive (BDR T1TW34)

Em comunicado ao mercado, a Take-Two Interactive (BDR T1TW34 no Brasil), uma grande empresa de games de celulares, anunciou que firmou um acordo de compra por US$ 12,7 bilhões, a Zynga, outra companhia de games.

Relatórios: B3, CVM, XP, Banco ABC Brasil e Levante Research.

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