NOGV11: Conheça o fundo que só investe em companhias privadas, sem estatais

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NOGV11 é o código do novo Exchange Traded Fund (ETF) ou fundo negociado em Bolsa que segue o Índice Bolsa Sem Estatais desenvolvido pela Teva Índices, que será listado na B3 em janeiro de 2022.

Ou seja, esse fundo só investe em companhias privadas, sem papéis de estatais (“No Gov”) na composição da carteira.

Aqui no Blog do Grana, você terá informações sobre próximo ETF da Inter Asset e da EQI Asset que estará disponível ao público em breve.

Confira na sequência do texto:

Foto: Divulgação/B3/Inter Asset

NOGV11 – Quais são as características do Índice Bolsa Sem Estatais

O Índice Bolsa Sem Estatais tem como objetivo refletir o retorno total de preços, proventos e eventos de uma carteira diversificada composta pelas empresas brasileiras sem controle ou influência estatal.

De acordo com informações da Teva Indices, o Índice Bolsa Sem Estatais proporciona uma ampla cobertura do universo de empresas privadas brasileiras.

NOGV11 – Quais setores e empresas estão representados na carteira

De acordo com informações fornecidas pela Inter Asset ao Blog do Grana, fazem parte da carteira companhias com foco de atuação:

  • em Mineração e Metalurgia (ex. Vale, CSN, CSN Mineração, Gerdau, etc…)
  • bancos privados (ex. Itaú, Bradesco, Santander Brasil, BTG Pactual, ABC Brasil, etc…)
  • varejo (ex. Magazine Luiza, Via, Lojas Americanas, etc…)
  • carnes e derivados (ex. BRF, JBS, Marfrig, Minerva, etc…)
  • seguros (ex. SulAmérica, Porto Seguro, etc…)
  • saúde e gestão hospitalar (ex. GNDI, Hapvida, etc…)
  • bebidas (ex. Ambev, etc…)
  • Varejo de Cosméticos e Medicamentos (ex. Natura, Hypera Pharma, etc…)
  • Moda e Acessórios (ex. C&A, Vivara, Cia Hering, Marisa, Lojas Renner etc…)
  • Papel e Celulose (ex. Suzano e Klabin, etc…)
  • e outros

Segundo a Teva Índices, os critérios de ponderação permitem replicar o índice de forma adequada pelo fundo de
índice (ETF) e minimiza os custos de turnover, como é chamado o giro da carteira.

Quais são os principais riscos do ETF NOGV11

Além dos tradicionais riscos de mercado da renda variável, vale destacar que empresas privadas são influenciadas pela movimentação dos concorrentes internacionais e nacionais e por fatores macroeconômicos, sendo os juros e o câmbio os mais percebidos.

Na questão da concorrência, vale mencionar que as empresas privadas que continuam inovando e criando novas tecnologias criam riscos de sobrevivência para companhias com técnicas ultrapassadas e obsoletas.

Em outras palavras, a empresa privada que não inova ou não cria novas tecnologias pode ficar obsoleta, ultrapassada e quebrar.

Na questão dos juros, cumpre lembrar que há empresas privadas que são dependentes de crédito corporativo para capital de giro ou para investimentos.

Ou seja, sempre que os juros sobem, as empresas privadas mais dependentes de crédito são mais impactadas.

Quanto ao fator câmbio, também vale citar que há empresas privadas exportadoras que são influenciadas pela volatilidade (sobe e desce) das moedas internacionais e do ciclo das commodities.

E ainda entre as empresas privadas locais, o risco fiscal é um ponto importante. Se a situação das contas do governo não está equilibrada, a sinalização de aumento de impostos sempre recai para o setor privado como um todo, ou sobre determinados setores em caso de impostos específicos (ex. IOF no caso do Sistema Financeiro).

Ou seja, notícias negativas sobre a situação fiscal do País podem impactar o preço das ações das empresas privadas.

Critérios de liquidez e free float para entrada na carteira do NOGV11

Não são todas as empresas privadas listadas na B3 que entram na composição da carteira do ETF NOGV11.

A Teva Índices adota alguns critérios podem excluir algumas empresas.

Pelos critérios de liquidez e free float, são elegíveis ações listadas na B3 com volume mensal de negociação igual ou superior a R$ 100 milhões de reais e capitalização superior a R$ 500 milhões.

Se, no futuro, esses papéis voltarem a apresentar negociações acima de R$ 100 milhões podem entrar para a carteira.

Outro critério é o de livre flutuação de mercado (free float), pois as empresas emissoras devem ter mínimo de 4% de sua capitalização de mercado disponível para negociação.

Critérios de governança e de qualidade

A Teva Índices também informa que podem ficar de fora empresas privadas que não atendem aos critérios ESG (ambientais, sociais e de governança corporativa, da sigla em inglês) e de qualidade.

Dessa forma ficam inelegíveis (não são aceitas ou eleitas) empresas inadimplentes de entrega dos informes periódicos regulatórios.

Pelo critério de qualidade, também são inelegíveis empresas em recuperação judicial ou extrajudicial.

A Teva Índices também exclui empresas de participação da carteira, o que deixa de fora, por exemplo, os papéis de Bradespar, Itaúsa e Simpar.

Imposto de Renda em ETF

O investidor pessoa física que possui o aplicativo Grana não precisa se preocupar em anotar o preço de compra ou de venda de um ETF para calcular o IR sobre ganho de capital.

O aplicativo Grana faz isso de forma automática e gera o DARF para pagamento, facilitando a vida do aplicador, que estará em dia com a Receita Federal.

Se você ainda não possui o Grana, é só baixar o aplicativo e seguir todos os passos para não ter o risco de cair na malha fina do Leão do Imposto de Renda.

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