Share on twitter
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on linkedin

Quem investe ou pretende investir na bolsa de valores pode se deparar em algum momento com as “opções” — você sabe o que elas são?

Muitos investidores já ouviram falar sobre elas, mas nem todos entendem como essa alternativa funciona.

As opções estão entre os derivativos financeiros da renda variável, recebendo esse nome por derivarem de ativos como ações, moedas ou commodities.

Operar opções pode ser vantajoso por seu baixo custo e pela grande variedade de alternativas disponíveis.

Contudo, elas guardam certa complexidade, que demanda bastante atenção.

Por isso, preparamos este post para ajudar você.

Continue a leitura e conheça as principais informações sobre as opções.

O que são as opções

Negociadas no ambiente da bolsa de valores brasileira (B3), as opções são contratos que garantem o direito de compra ou venda de um ativo em uma data futura.

Eles contam com duas partes: o titular (a pessoa que adquire o direito) e o lançador (que oferece o direito e se obriga a cumprir o contratado).

Por exemplo, em uma opção de compra, o titular terá o direito de comprar o ativo em uma data posterior, por um preço fechado.

Já o lançador será obrigado a vender o ativo como combinado, se na data de vencimento o negócio for benéfico para o titular e ele exercer o direito.

Na opção de venda, por usa vez, o titular garante o direito de vender o ativo por um preço fechado em uma data específica.

Nesse cenário, ao chegar ao período em questão, o lançador será obrigado a comprar o ativo — se o direito for exercido por ser interessante ao titular.

Para garantir o direito negociado, o titular paga ao lançador um valor conhecido como prêmio.

O prêmio é pago por cada opção adquirida e não é reembolsável.

Além disso, as partes podem negociar os preços e datas de vencimento, mas elas costumam ser padronizadas pela B3.

Como funcionam esses derivativos

No geral, as opções costumam funcionar como um tipo de seguro.

O interessado paga o prêmio para garantir a compra ou venda de um ativo no futuro.

Ao chegar à data em questão, ele pode decidir se exerce o direito ou não. Caso não exerça, a opção vence e o lançador fica livre da obrigação.

De modo prático, para operar opções é preciso entender os termos envolvidos na operação. Conheça os mais importantes:

  • ativo-objeto: é o produto financeiro ao qual a opção está atrelada;
  • ticker: refere-se ao código de negociação da opção;
  • vencimento: é a data de encerramento do contrato;
  • strike: trata-se do preço que será pago ou recebido pelo ativo, se houver exercício;
  • prêmio: é o valor pago pelo titular ao lançador para garantir o direito;
  • call: é o nome dado à opção de compra;
  • put: é o nome dado à opção de venda.

Os resultados financeiros desse tipo operação podem ocorrer com a diferença de preços entre o strike e a cotação atual do ativo, ou com o recebimento do prêmio.

Na opção de call, o lucro é realizado quando o preço do strike é menor que o preço atual do ativo, e na opção de put é o oposto.

Com opções, a operação pode ser desfeita a qualquer momento — basta fazer a operação contrária. Isto é, se foi comprada uma opção de call, ela precisará ser vendida.

Caso tenha sido vendida uma opção de call, será necessário comprá-la. E o mesmo se aplica às put.

Quais os tipos de opções disponíveis no mercado

Além de todas as particularidades vistas até aqui, é interessante saber que as opções são divididas em dois tipos distintos: as americanas e as europeias:

Opções americanas

As opções americanas são aquelas em que o titular pode exercer o seu direito a qualquer momento. Ou seja, desde a data em que ela foi lançada, até a data de vencimento.

Geralmente, elas são identificadas com a letra “a” no home broker ou nas plataformas trader.

Opções europeias

Nas opções europeias, o titular somente poderá exercer o direito em sua data de vencimento — apesar de poder desfazer a operação a qualquer momento, como mencionado.

Normalmente, elas são identificadas pela letra “e” nas plataformas em que são negociadas.

Para que servem as opções

Até aqui você entendeu o que são e como funcionam as opções. Mas, para que elas servem, afinal?

Operar com derivativos no mercado de opções pode servir a objetivos bastante versáteis. Existem dois principais que vale conhecer. Confira!

Proteção

Quem investe em renda variável se expõe à volatilidade. Logo, pode ser interessante buscar formas de proteger seus investimentos — e as opções atendem a essa finalidade.

Afinal, elas permitem a realização de estratégias de hedge — mitigando, por exemplo, as perdas diante de grandes quedas de preços.

Especulação

O uso das opções também pode ser vantajoso para os aplicadores de curtíssimo prazo, também conhecidos como “especuladores”. Isso porque o seu baixo preço (consideravelmente inferior ao ativo principal) permite que o trader (negociador) alavanque suas operações.

Assim, ele pode operar com mais dinheiro do que tem em caixa. A ferramenta pode aumentar os resultados financeiros — mas também potencializa os riscos, principalmente no day trade.

Ou seja, operar com opções é mais arriscado que outros investimentos mais comuns da renda variável como ações e fundos listados em Bolsa (ETFs, FIIs).

Como operar no mercado de opções

Operar no mercado de opções pode demandar uma necessidade maior de estudo.

Afinal, elas derivam de ativos e apresentam maior complexidade. Mas é possível entender seu funcionamento e saber como negociar.

Por exemplo, caso você identifique que uma ação tende a subir nas próximas semanas ou meses, existe a possibilidade de comprar opções de call no preço que elas estão atualmente.

Assim, caso sua previsão se confirme, você terá garantido o direito de comprá-las a um preço abaixo do atual.

Agora, se suas expectativas não se confirmarem, basta não exercer o direito assumindo o prejuízo apenas do valor pago a título de prêmio.

Isso pode ser vantajoso, porque ele tende a ser bem menor do que se você tivesse comprado o ativo diretamente e ele desvalorizasse.

Além disso, existem outras maneiras de operar opções. Por exemplo, é possível usá-las para montar operações estruturadas — que são mais elaboradas do que as compras ou vendas simples.

Essas operações podem proteger o investidor e também podem potencializar os ganhos.

Assim, cabe a você entender quais são as melhores estratégias que atendam às suas expectativas e objetivos.

Agora que você aprendeu o que são opções pretende adicioná-las às suas operações? Antes, não se esqueça de conhecer o seu perfil de investidor e de definir seus objetivos financeiros.

Afinal, esses derivativos fazem parte da renda variável e envolvem riscos.

Gostou deste conteúdo? Saiba que sobre os ganhos das operações com opções incide Imposto de Renda. Então na hora de gerar DARF conte com o aplicativo Grana, para facilitar esse processo!

Gostou? Compartilhe nas Redes Sociais:
Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

Fique por dentro!

Receba notícias como esta no seu e-mail.

Receba em primeira mão nossas novidades

Assine nossa Newsletter

Baixe já nosso App