ETF PUBL11 – Conheça o fundo de índice que só investe em empresas estatais

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O ETF PUBL11 será um novo fundo de índice de ações que será listado na Bolsa (B3) em fevereiro de 2022.

O futuro ETF com gestão conjunta da Inter Asset e EQI Asset seguirá o Índice Bolsa Estatais, da Teva Índices, que só seleciona estatais de capital misto (público e privado) para a carteira.

Estatais são as empresas públicas controladas por governos (federal, estaduais e municipais) ou com participação societária relevante dos governos.

Vale diferenciar que há estatais com 100% de capital do governo federal como Correios, que não são listadas na Bolsa.

E há também as estatais que são empresas de capital misto (público e privado) como Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil, cujas ações são negociadas na Bolsa brasileira.

O novo ETF PUBL11 só terá ações de estatais listadas na B3, excluindo empresas que não atendam critérios de liquidez, free float (livre flutuação de ações no mercado), ESG (ambientais, sociais e de governança corporativa) e de qualidade.

Confira mais detalhes sobre esses critérios de exclusão na sequência do texto.

Foto: Divulgação/B3/Inter Asset

ETF PUBL11 – Quais são as características do Índice Bolsa Estatais

O Índice Bolsa Estatais tem como objetivo refletir o retorno total de preços, proventos e eventos de uma carteira diversificada composta pelas empresas brasileiras com controle ou influência estatal.

De acordo com a Teva Índices, o Índice Bolsa Estatais proporciona uma ampla cobertura total do universo de empresas
públicas brasileiras.

ETF PUBL11 – Quais setores e empresas estão representados na carteira

De acordo com informações fornecidas pela Inter Asset ao Blog do Grana, fazem parte da carteira companhias com foco de atuação:

  • em extração de petróleo (ex. Petrobras)
  • bancos públicos (ex. Banco do Brasil)
  • energia integrada (ex. Eletrobras)
  • geração e transmissão de energia (ex. Cemig, Copel)
  • saneamento (ex. Sabesp, Sanepar, Copasa)
  • seguros e resseguros (ex. BB Seguridade, Caixa Seguridade)
  • e outros

Segundo a Teva Índices, os critérios de ponderação permitem replicar o índice de forma adequada pelo fundo de
índice (ETF) e minimiza os custos de turnover, como é chamado o giro da carteira.

Quais são os riscos de um ETF que só investe em estatais

Além dos tradicionais riscos de mercado da renda variável, vale destacar que a volatilidade maior está presente em ações de empresas estatais.

Esse sobe e desce constante (volatilidade) do valor das ações das empresas públicas ocorre principalmente por causa do risco de interferência do governo e da política na administração das companhias.

Na prática, qualquer declaração importante de um ministro do poder executivo, do presidente da República, de um governador ou de um secretário-executivo de governo sobre uma determinada empresa estatal pode provocar oscilações nos papéis, para cima ou para baixo.

Há também o risco de casos de corrupção na administração das companhias com notícias na imprensa que impactam na percepção e na imagem das empresas, com reflexo no preços das ações.

Além do prejuízo financeiro, os casos de corrupção também podem resultar em pesadas indenizações para investidores estrangeiros que entram na Justiça dos EUA por se sentirem lesados com essas práticas que desviam recursos das empresas. Os papéis das principais empresas públicas brasileiras são também listadas nas bolsas americanas.

Ações de estatais com preços “descontados” dos pares privados

Por outro ângulo, com o alto risco político e de interferência do governo na administração, os preços das ações das estatais – em várias oportunidades – estão “descontados” ou com desconto na comparação com empresas privadas.

Quando essas empresas públicas são bem administradas geram lucros semelhantes ao das empresas privadas do mesmo setor.

Nesses casos de boa administração, o lucro para o acionista pode se traduzir num dividend yield (lucro proporcional ao valor da ação) maior por causa do valor da ação adquirido “com desconto” por causa do risco elevado.

Já nos casos de má administração, as estatais podem registrar prejuízos, sem distribuir lucros e dividendos aos seus acionistas.

Critérios de liquidez e free float para entrada na carteira do ETF PUBL11

Não são todas as estatais listadas na B3 que entram na composição da carteira do ETF PUBL11.

A Teva Índices adota alguns critérios podem excluir algumas empresas.

Pelos critérios de liquidez e free float, são elegíveis ações listadas na B3 com volume mensal de negociação igual ou superior a R$ 100 milhões de reais e capitalização superior a R$ 500 milhões.

Por esse critério de liquidez, por exemplo, está fora da carteira atual, os papéis da antiga Telebras (TELB3 e TELB4). Se, no futuro, esses papéis voltarem a apresentar negociações acima de R$ 100 milhões podem entrar para a carteira.

Outro critério é o de livre flutuação de mercado (free float), pois as empresas emissoras devem ter mínimo de 4% de sua capitalização de mercado disponível para negociação.

Critérios de ESG e de qualidade no ETF de ações estatais

A Teva Índices também informa que podem ficar de fora empresas públicas que não atendem aos critérios ESG (ambientais, sociais e de governança corporativa, da sigla em inglês) e de qualidade.

Dessa forma ficam inelegíveis (não são aceitas ou eleitas) empresas inadimplentes de entrega dos informes periódicos regulatórios.

Pelo critério de qualidade, também são inelegíveis empresas em recuperação judicial ou extrajudicial. E são excluídas empresas de participação.

Imposto de Renda em ETF

O investidor pessoa física que possui o aplicativo Grana não precisa se preocupar em anotar o preço de compra ou de venda de um ETF para calcular o IR sobre ganho de capital.

O aplicativo Grana faz isso de forma automática e gera o DARF para pagamento, facilitando a vida do aplicador, que estará em dia com a Receita Federal.

Se você ainda não possui o Grana, é só baixar o aplicativo e seguir todos os passos para não ter o risco de cair na malha fina do Leão do Imposto de Renda.

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