Carteira Ágora de José Cataldo inclui Suzano e Telefônica para novembro

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A carteira Ágora Investimentos, do experiente estrategista de análise José Francisco Cataldo Ferreira, incluiu os papéis da Suzano (SUZB11) e da Telefônica (VIVT3) para o mês de novembro de 2021.

Para acomodar os novos papéis na carteira Top 10, Cataldo retirou as ações da B3 (B3SA3) e do BTG Pactual (BPAC11).

Aqui no Blog do Grana, você vai conhecer a estratégia de Cataldo para o mês de novembro e os principais argumentos dele e da equipe da análise da Ágora Investimentos para cada um dos papéis.

Confira na sequência do texto!

Carteira Ágora Investimentos – Top 10 Novos papéis

Telefônica Brasil – Vivo (VIVT3) Preço alvo de R$ 61 por ação

Os últimos resultados da Telefônica Brasil foram positivos, pois apresentaram recuperação das receitas de telefonia móvel, com aceleração tanto no segmento pós-pago quanto no pré-pago.

Mostraram também impulso contínuo no segmento FTTH, com 300 mil adições líquidas no trimestre, sendo que o número de casas passadas aumentou para 17,3 milhões de 16,3 milhões no trimestre anterior.

A aceleração do FTTH (fibra) tanto em adições líquidas quanto em receitas, deve continuar compensando a queda das tecnologias legadas, ajudando também a proteger a base pós-paga pura por meio dos pacotes.


Acreditamos que a empresa está se movendo na direção certa, especialmente em relação à implantação de FTTH.

Notamos que o ativo VIVT3 está descontado, negociando com um múltiplo que representa um desconto em torno de 20% em relação à sua média de cinco anos.

A Telefônica Brasil é uma empresa que paga bons dividendos e estamos mais otimistas com o caso de investimento.

Suzano (SUZB3) Preço alvo de R$ 95 por ação

Recentemente elevamos a Suzano à Top Pick do setor visto o momento turbulento no Brasil, que deve continuar a pressionar o Real (R$).

Vemos a empresa como uma boa posição de hedge, além do atraente desconto no valuation.

A Suzano se beneficia de um real mais fraco, e estimamos que a cada R$ 0,10 de depreciação, teremos um incremento no EBITDA de R$ 520 milhões (+3%).

Além disso, continuamos a ver bons fundamentos no mercado de celulose a curto prazo, com a demanda
para papel continuando forte e uma recuperação dos preços na China.

Os estoques nas mãos dos produtores de papel parecem baixos, e devem aumentar conforme a demanda por papel se torne mais forte.

Carteira Ágora Investimentos – Top 10 – Ações mantidas

Cesp – Preço alvo de R$ 32 por ação CESP6

“A geradora está caminhando para resolver seus problemas e poderá se tornar uma boa geradora de caixa, com sua geração hidrelétrica pura”, afirma.

“O risco causado pela crise hídrica segue no radar”, alerta.

Mas ele ressalva que o preço atual da ação já “parece” considerar “parcialmente essa preocupação” com a crise hídrica.

Lojas Renner – Preço alvo de R$ 52 por ação LREN3

Segundo Cataldo, o progresso operacional da empresa “deve começar a dar aos investidores uma confiança renovada na capacidade da Renner de continuar a dominar o mercado de roupas” em um ambiente cada vez mais digital.

“A Renner possui os maiores recursos entre seus pares (concorrentes) para investir nas iniciativas que direcionam sua estratégia”, relata.

Itaúsa – Preço alvo de R$ 15 por ação ITSA4

“Acreditamos que a Itaúsa pode ser uma boa alternativa ao Itaú, tendo uma grande exposição ao banco, ao mesmo tempo em que está se diversificando cada vez mais, o que pode ser feito com a venda de participações em empresas de serviços financeiros (exemplo: XP Inc.) ou com a exploração de outros segmentos”, argumenta.

“Como referência, a Itaúsa vem estudando investimentos em distribuição de energia e agronegócio”, descreve o relatório assinado por Cataldo e a equipe de análise da Ágora.

Weg – Preço alvo de R$ 41 por ação WEGE3

“Vemos a Weg bem posicionada para o longo prazo, com um portfólio competitivo de produtos para energia renovável, motores elétricos para caminhões, armazenamento de energia e soluções da indústria 4.0”, afirma.

Petrobras – Preço alvo de R$ 42 por ação PETR4

“Reconhecemos que a Petrobras é um nome potencialmente mais volátil à medida que nos aproximamos das eleições em 2022”, avisa o estrategista.

“Um risco chave a ser monitorado é a política de preços dos combustíveis praticados pela companhia”, alerta.

“A criação de um algum mecanismo para redução da volatilidade dos preços, como por exemplo, um fundo de estabilização, poderia ser um gatilho positivo para o papel”, afirma.

Ambev – Preço alvo de R$ 21 por ação ABEV3

“Em nossa visão, a Ambev pode se beneficiar no longo prazo da esperada redução dos preços dos grãos”, destaca trecho do relatório, o que significaria uma redução de custos para a cervejaria no futuro.

“Os principais riscos são a concorrência da Heineken e o atraso na recuperação do consumo de produtos de margens mais altas”, avisa o estrategista.

Embraer – Preço alvo de R$ 35 por ação EMBR3

“De junho para cá uma série de parcerias foram anunciadas pela Eve (subsidiária da Embraer), objetivando o desenvolvimento da mobilidade aérea urbana em variadas regiões do planeta”, descreve o relatório.

“Estas parcerias contribuem para a redução do risco de execução da Eve, que deve entregar seu primeiro eVTOL (aeronave elétrica de pouso e decolagem vertical) em 2026”, avalia o estrategista sobre o projeto da subsidiária da Embraer para desenvolvimento de uma espécie de “carro voador” elétrico.

“Olhando à frente, a Embraer divulgou seu plano estratégico de dobrar de tamanho em 2026 e recuperar os níveis históricos de entregas de aeronaves em 2023”, aponta.

“Vemos nosso preço justo, de R$ 35 por ação para 2022, incorporando o valuation (avaliação do preço) da Eve, em cerca de US$ 2 bilhões, que ainda não está refletido 100% no preço das ações da Embraer”, calcula.

Vale – Preço alvo de R$ 133 por ação VALE3

“Recentemente vimos o preço do minério passar por uma significativa queda, impulsionada por dados mais fracos vindos da China”, observa.

O relatório relaciona essa queda do preço do minério de ferro com a oferta sazonalmente mais forte de minério e preocupações com a incorporadora chinesa Evergrande, que passa por problemas de forte endividamento.

O estrategista lembra que o mercado imobiliário é responsável por cerca de 35% do consumo de aço da China.

“Esperamos que o governo chinês limite o impacto dos danos (da Evergrande), mas vemos possibilidade de volatilidade no minério no curto prazo”, alerta Cataldo, no texto assinado em conjunto com a equipe de análise da Ágora Investimentos.

Carteira ÁgoraVisão de Cataldo sobre o momento

A indicação do Auxílio Brasil, novo programa social, com parte dos recursos vindo de um orçamento fora do
teto dos gastos foi o estopim para a piora da percepção sobre a trajetória fiscal do país.

Tal sinalização levou a uma forte inclinação da curva de juros, conforme gráfico abaixo, indicando que a Selic pode se aproximar da casa dos dois dígitos entre final de 2022 e início de 2023.

Além do comprometimento em relação à dívida líquida/PIB, o quadro de inflação segue inspirando cautela, com preços de energia elétrica e combustíveis inibindo um quadro mais benigno à frente.

Tais condições levam a uma situação de piora fiscal, inflação pressionada, elevando o patamar dos juros e impactando crescimento do PIB.

Não estamos sendo exagerados ao considerar um aumento da possibilidade de risco de recessão à frente.

Carteira Ágora – Visão de Cataldo sobre o mercado

Mas o mercado já precificou parte deste quadro adverso.

Apesar do risco macro, a correção da bolsa, câmbio e juros já indica que os investidores estão precificando, ao menos parcialmente, essa deterioração dos fundamentos.

Carteira Ágora – Visão de Cataldo sobre o Ibovespa

Entendemos que o Ibovespa próximo da região entre 100 a 105 mil pontos já estaria precificando a possibilidade de fraco crescimento dos lucros em 2022 e um quadro macro de recessão.

Embora entendamos que o risco de curto prazo possa impedir uma retomada consistente dos preços, avaliamos que há boas oportunidades em renda variável olhando pela ótica dos valuations.

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